Aspectos da Vida Profissional

Quando o passageiro está prestes a chegar ao seu destino e dá por terminada a sua maratona aeronáutica ao recolher a sua bagagem, não se dá conta de uma equipa que durante 24 horas zela pela operação aeronáutica do seu aeroporto.

No Serviço de Operações Aeronáuticas, o homem ou a mulher que conduzem o "Follow me" trazem consigo mais que a sinalética para "estacionar" o avião. São eles, os OPAS, Oficiais de Operações de Aeronáuticas, Marshallers, de facto, mas sobretudo os responsáveis por todo o safety que levou a que a sua viagem tenha sido um sucesso, uma viagem segura!

Sabia que diariamente são efetuadas, no mínimo, quatro inspeções às pistas? Pois, da alvorada ao pôr-do-sol, durante as 24 horas de um dia de aeroporto você, que está atento a um meio fascinante, poderá observar quem verifica in loco, todo um pavimento e um asfalto que sente a descolagem e aterragem dos gigantes ‘pássaros’, por vezes, centenas de vezes ao dia.

E se por vezes, no final da sua cansativa viagem, pensa que a sua bagagem está demorada, saiba que já no dia anterior o OPA planeou por onde iria sair a sua mala, qual a porta que você irá embarcar ou a manga que lhe iria expeditar o seu regresso a casa.

O OPA pode, assim, ser parte de uma equipa que atua durante 24 horas como no Porto, em Lisboa ou na Madeira, ou pode ser apenas um, caso estejamos no aeroporto da ilha das Flores ou no Porto Santo. A verdade é que ele tem incumbidas diversas tarefas ao longo do seu turno.

Além do planeamento e gestão das infraestruturas e do garante da operacionalidade das pistas e dos caminhos de circulação das aeronaves, homens e mulheres vestem o colete de “Ramp Safety” para proporcionar um dia sem atrasos ou alterações conflituosas.

Na aerogare os homens que “lá fora” andam no carro “amarelo (axadrezado com o preto) ” têm, simultaneamente uma missão de elevada importância. Porque não se trata apenas no fluxo do tráfego aéreo, cabe a esta função estar atento aos níveis de concentração de passageiros junto aos pórticos de segurança ou ser o primeiro alerta para as condições de higiene, ou anómalas de um terminal.

Cuidando para que conquiste, o OPA tem que, muitas vezes, antecipar, numa atitude pró-ativa solucionar algumas das questões mais difíceis da gestão aeroportuária. Conjugar as diferentes companhias aéreas, os diversos agentes de assistência a aeronaves em espaços que, em muitos dos casos, estão no seu expoente máximo de utilização, é uma tarefa que exige uma qualificação técnica que só estes operacionais são capazes de desmistificar.

Tudo isto sem nunca esquecer todos os restantes agentes do meio da aviação. Do comandante ao operador de rampa, passando pelos elementos do catering ou da limpeza, no “Lado Ar” ou no “Lado Terra”, antes e depois de ‘passar o Raio X’, tudo tem que ser devidamente planeado e cumprido a regra para que você chegue, recolhe a sua bagagem e vá para casa o mais satisfeito possível.

A aviação é por todos estes motivos um mundo dentro de outra sociedade. Todos nós somos passageiros, mas muitos são aqueles que fazem com que sejamos durante algumas horas o viajante. Ao OPA, gratificante é toda o movimento e circulação diária que corre sob a sua alçada de uma forma dourada e bem sucedida!!!